O Benfica, sob o comando de Roger Schmidt, adotou um estilo de futebol baseado na posse de bola, com o objetivo de controlar o jogo e criar oportunidades de gol através de passes rápidos e movimentos dinâmicos. No entanto, em partidas recentes, uma certa rigidez nas transições ofensivas tem sido evidente, e ajustes poderiam melhorar a eficácia do ataque. O uso excessivo de passes laterais e a falta de profundidade nas jogadas permitiram que os adversários se organizassem defensivamente, limitando as opções de finalização para os atacantes.
A Necessidade de Movimentos Mais Profundos
Uma área a ser melhorada é o movimento dos jogadores no meio-campo. A inclusão de um meio-campista mais criativo, capaz de quebrar linhas com passes verticais, poderia ajudar a desbloquear as defesas adversárias. Jogadores como Chiquinho ou até mesmo o uso de Paulo Bernardo em momentos-chave poderiam trazer essa dinâmica, permitindo que a equipe não dependa apenas de Gonçalo Guedes e João Mário para a criação de jogadas.
Intensidade na Pressão Alta
Outro aspecto a ser considerado é a intensidade da pressão alta. Embora o Benfica tenha a capacidade de exercer pressão sobre a defesa adversária, a equipe tem sido menos eficaz em recuperar a posse em áreas altas do campo. Implementar um sistema de pressão rotativa, onde os jogadores alternam entre funções de pressão e cobertura, poderia criar desorganização no jogo de construção do oponente. Essa abordagem exigiria maior entendimento e sincronização entre os jogadores, mas, se executada corretamente, poderia resultar em inúmeras oportunidades de gol.
Ajustes nas Laterais
Nas laterais, as atuações de Gilberto e Grimaldo têm sido consistentes, mas a falta de apoio em sobreposições tem sido evidente. Aumentar a frequência das sobreposições e o suporte dos extremos poderia proporcionar mais largura ao jogo, criando espaços para os meio-campistas e atacantes explorarem. A interação entre os laterais e os extremos deve ser uma prioridade para criar mais situações de um contra um, uma área-chave onde o Benfica pode explorar as fraquezas dos adversários.
Conclusão
O Benfica tem o potencial de ser uma das equipes mais temidas da Primeira Liga, mas isso só será possível com ajustes táticos que permitam uma maior fluidez no jogo de posse e uma pressão mais eficaz. Ao focar na profundidade, na criatividade do meio-campo e na intensidade da pressão, as Águias podem novamente se tornar um verdadeiro pesadelo para as defesas adversárias.
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